Antes de iniciar esse EU FUI, gostaria de registrar minha indignação perante este último evento e perguntar: O que aconteceu com os Matsuris de Curitiba?

Voltando à máteria, o evento desta edição do EU FUI foi o HANA MATSURI 2011 que ocorreu nos dias 10 e 11 de Abril.

Geralmente eu explicaria o motivo real dos Matsuris, mas já se tornou enjoativo e repetitivo ler isso nos “Eu Fui” de eventos assim.

Este evento foi anunciado um tanto em cima da hora por muitas das fontes de mídia de Curitiba sobre cultura oriental, nós do on-sekai soubemos da confirmação do evento através de um dos nosso parceiros, o Tadaima.

O Hana deste ano não teve muitas barracas e nem uma variedade grande de comida tradicional. Não que isso atrapalhe, no passado não tinha muita coisa mesmo.

Eu sinceramente não percebi se foi seguida a programação, ouvi dizer que o Taiko ocorreu e fiquei triste por ter perdido =( .

No sábado estava um evento normal, com pessoas pela Praça do Japão conversando, mas o mais interessante foi a chuva que surgiu e fez com que as pessoas se encolhessem nas duas únicas tendas que tinham.

Porém, minha crítica real não é contra a chuva ou o evento ter sido pequeno, o motivo disso eu não sei e caso descubra irei atualizar aqui.

No domingo, a quantidade de pessoas na praça havia aumentado, sendo que na parte da manhã o evento estava bem tranquilo, o problema foi mais de tarde onde haviam alguns grupinhos isolados que só fizeram o nivel do evento cair, de forma a passar uma péssima impressão tanto do evento como de seus frequentadores e organização.

O motivo destes eventos serem abertos é para que qualquer pessoa possa ir lá e conhecer a cultura japonesa. Entretanto, senti a falta de respeito com a praça e com evento. Não culpo somente os infratores, a organização tem parte da responsabilidade. Creio que já está na hora de considerar que esses grupos de pessoas desvinculadas com a cultura estão se tornando frequentes em eventos assim.

A organização tem de que pensar na segurança de quem vai lá para apreciar a cultura japonesa, não daqueles que se embebedam e ficam “piradões”.

Ao ver a praça naquele estado senti falta dos Otakus, sempre houve um conflito com os jovens em eventos assim. Apesar de concordar que tem alguns que são bem crianças e não medem o que fazem, é prefirível eles a um bando de garrafa pelo chão.

Sinceramente, desde que o Seto se foi, parece que os Matsuris de Curitiba têm perdido o brilho que tinham, o brilho que encantou o pessoal da minha época a amar a cultura japonesa.

Essa vai ser a primeira resenha do Eu Fui com estilo mais critico. E espero que não ocorram situações como essa no Imin e no Haru deste ano.

OBS.: Para esclarecer alguns detalhes sobre a organização, a NIKKEI não estava envolvido no evento, a organização ficou por conta da A Comunidade Zen Budista de Curitiba e a Comunidade Budista do Paraná, assim como edições anteriores. AGRADEÇO A NIKKEI POR ESCLARECER ISSO.
FOTOS: HIDAN e FRANCESCO