Com a estreia do filme logo aí, muito se tem comentado sobre “Beautiful Creatures Dezesseis Luas, que já é mais uma entre as várias obras que ganharam o rótulo de “novo Crepúsculo”, assim como “Instrumentos Mortais”, ‘Sangue Quente” (me recuso a chamar de “Meu Namorado é um Zumbi”, que título mais ridículo), entre outros – já vi gente chamando até Jogos Vorazes disso! Mas essa discussão sobre a “crepusculização” de novas séries sobrenaturais (ou não) vai ficar pra outro artigo. Não estou aqui para comparar as séries, mas para lhes apresentar esta.

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Gatlin é uma cidade tradicionalista sulista. Ninguém sai de Gatlin, ninguém chega em Gatlin, nada acontece em Gatlin. Ou quase… Ethan Wate é diferente de todos da cidade: quer sair dali logo que possível. Sua falecida mãe era de fora da cidade, e talvez isso tenha deixado Ethan com tanta vontade de sair dali. Seu pai, depois da morte da esposa, havia se trancafiado em seu próprio escritório, dormindo de dia e escrevendo sem parar durante a noite. Enquanto Ethan atura o Ensino Médio na companhia de seu melhor amigo Link, coisas começam a acontecer. Ethan começa a ter estranhos sonhos, em que tenta salvar uma garota de quem não consegue ver o rosto. Mas isso não é mais estranho: ele sempre acorda encharcado, ou sujo de lama… como se realmente tivesse acabado de sair de seu sonho. E sentindo cheiro de limão e alecrim. Numa dessas estranhas manhãs, Ethan percebe uma estranha música em seu iPod: “Dezesseis Luas”.

Dezesseis luas, dezesseis anos
Dezesseis dos seus mais profundos medos
Dezesseis vezes você sonhou com minhas lágrimas
Caindo, caindo ao longo dos anos…

E é naquele dia, o primeiro dia de aula, que algo surpreendente acontece: o colégio de Ethan tem uma garota nova. Os comentários vão rolando, muita gente querendo saber quem ela é, até que soltam uma “bomba”: ela é sobrinha do velho Ravenwood, o recluso estranho da cidade. Ninguém gosta de Macon Ravenwood. Ninguém nunca nem viu Macon Ravenwood. Todo tipo de boatos negativos correm sobre ele. O que só significa uma coisa: Lena Duchannes, a garota nova, já é automaticamente uma garota errada, alvo de exílio social. E Ethan, cansado da cidade, também está cansado dos pré-julgamentos de todos. Ele não consegue tirar os olhos de Lena, a bonita garota de olhos incrivelmente verdes, com seu All Star surrado e seu cordão esquisito cheio de quinquilharias. Ele não consegue evitar de tentar ficar ao lado dela. Ele não consegue deixar de pensar nela. Mesmo quando uma janela ao lado dela misteriosamente explode, e todos começam a chamá-la de bruxa. Aí sim que ele realmente não consegue mais deixar de se aproximar de Lena. A garota que misteriosamente conversa com ele em sua mente. A garota com cheiro de limão e alecrim. A garota de seus sonhos, que agora tinha um rosto.

Dezesseis luas, dezesseis anos
Som de trovão nos seus ouvidos
Dezesseis milhas antes que ela se aproxime
Dezesseis procura o que dezesseis teme…

Quando Lena e Ethan encontram um medalhão na propriedade aos fundos de Ravenwood, onde Lena mora com o tio, e passam a ter visões ao tocá-lo é que percebem que seus destinos estão entrelaçados há muito tempo – desde seus antepassados. Eles passam a ver Genevieve, que morou há tempos na propriedade ao lado de Ravenwood, e que vivia na época que Gatlin foi atacada durante a guerra entre o Norte e o Sul. Uma mulher que faria qualquer coisa para manter o homem que amava vivo. Uma conjuradora. Assim como Lena e sua família.

Dezesseis luas, dezesseis anos
Dezesseis vezes você sonhou com meus medos
Dezesseis vão tentar enfeitiçar as esferas,
Dezesseis gritos, mas só um escuta…

Amma, a governanta supersticiosa de Ethan – que depois ele descobre ser muito mais que apenas supersticiosa – tem pavor daquele medalhão, e manda Ethan enterrá-lo onde encontrou. Macon Ravenwood, o tio de Lena – que tem uma casa esquisita que parece viva –, também não gosta nada do medalhão. Tudo isso só aumenta a curiosidade sobre o artefato. Juntamente com uma amiga de sua mãe, a bibliotecária Marian, Ethan e Lena começam a buscar informações que possam solucionar o mistério das visões, e se aprofundam cada vez mais numa história que quase parece a deles mesmos.

Dezesseis luas, dezesseis anos,
A Lua Invocadora, a hora se aproxima
Nessas páginas as trevas se iluminam
O poder une o que o fogo destrói…

Enquanto isso, Ethan aprende cada vez mais sobre Lena, sobre o que é ser um conjurador, e sobre os números em contagem regressiva que ela sempre escreve em sua mão. Ela está contando os dias para o seu aniversário de dezesseis anos, um dia fatídico, do qual ela tem medo. Medo que aumenta mais a cada dia que passa, e também quando Lena percebe que seus poderes parecem estar ficando fora de controle. Seu aniversário de dezesseis anos é o dia em que uma maldição que acompanha a família Duchannes pode decidir seu destino. E, agora, o de Ethan, que não pode mais se separar dela.

Décima-Sexta Lua, Décimo-Sexto Ano,
Agora chegou o dia que você teme,
Invoque ou seja Invocada,
Derrame sangue, derrame lágrima,
Lua ou Sol ? destrua, venere.

Kami+Garcia++Margaret+Stohl+Kami+and+Margie

As autoras Kami Garcia (esquerda) e Margaret Stohl (direita)

Com personagens secundários intrigantes e cativantes, situações hilárias e momentos emocionantes, uma trama misteriosa e envolvente, e um amor intenso, mas aparentemente impossível, “Dezesseis Luas” é um livro que me cativou quando li pela primeira vez, e isso se confirmou quando o reli para esta resenha. Um desses raros livros em que o personagem-narrador é o garoto, a perspectiva diferente dá um toque interessante à história. As autoras Margaret Stohl e Kami Garcia fizeram um ótimo trabalho, e me deixaram extremamente ansiosa pelas continuações da quadrilogia: “Dezessete Luas” já foi lançado, e “Dezoito Luas” está sendo lançado agora, mas ainda não tive chance de continuar a leitura, problema que espero resolver em breve. “Novo Crepúsculo”? Hum, decida você. Eu já tomei a minha decisão. Ou será que, como parece ser inevitável para Lena Duchannes e Ethan Wate, o destino tomou uma decisão por mim?…

Dezessete Luas, dezessete anos
Olhos onde Trevas e Luz aparecem
Dourado para o sim e verde para o não,
Dezessete, o último a saber…
beautifulcreaturesseries2 Beautiful Creatures – Dezesseis Luas
Autoras: Margareth Stohl & Kami Garcia
Editora: Galera Record
Páginas: 490
Preço: R$ 39,90