O governo militar é tido como uma era negra de repressão e apesar de alguns acharem que tivemos “heróis” que nos salvaram do socialismo, é difícil negar os fatos de pessoas que sumiram, foram torturadas e nossa liberdade foi caçada, proibindo as pessoas até de escrever músicas que apenas poderiam lembrar protestos. Sim, foi um período vergonhoso na nossa história, porém a realidade não é feita mocinhos e bandidos, mas de pessoas que convivem com a maldade e a bondade dentro de si, deixando um desses lados mandar mais. No governo “milico” tivemos um incentivo gigante a nacionalidade, com escolas que obrigavam os alunos a cantarem o hino nacional todo dia antes de entrar para a sala de aula e musicas nacionalista como “Eu te amo meu Brasil, eu te amo” impulsionadas pelo governo, criando um sentimento nacionalista nas pessoas.

O que inspirou a escrever esse texto foi um vídeo de teor meio xenofóbico que vi no youtube. O autor usava frases do tipo “brasileiros filhos da puta, voltem para seu país”, porém em caráter humorístico, tanto que ele mesmo diz na descrição do vídeo para que não o levem a sério. Alguns usuários brasileiros ignoraram o aviso e comentaram seriamente, a maioria não gostou das piadas, mas teve um comentário que me chamou a atenção e foi o seguinte: “Eu sou brasileiro e odeio o Brasil também, pena que não posso mudar de nacionalidade”.

Você pode pensar que isso não é nada demais, afinal é algo comum. O que mais se vê por ai é as pessoas pagando pau para tudo que é de outro país e comparando com as coisas ruins daqui. Esses tempos eu até vi uma pessoa dizendo que deveríamos aprender com a China e desenvolver nosso país para ser a maior potência mundial. Sim, temos muito o que aprender com um país antidemocrático, ditatorial, que usa mão de obra escrava, sacrificando a qualidade de vida de várias pessoas.

Para as pessoas que querem mais que nosso país se exploda, eu pergunto: Quantos países nós temos? Resposta fácil não é?! Nós só temos um país e o nome dele é Brasil. Ele é imperfeito, cheio de corrupção, com um monte de gente que não pensa na coletividade, mas é o único país que temos, que vai nos aceitar como cidadãos e não vai nos descriminar por nossa nacionalidade.

 

Nosso país tem problemas, então qual é a saída mais lógica?

A – Falar mal do país e não fazer nada.

B – Abandonar o país.

C – AGARRA A PORRA DO NOSSO PAÍS E LUTAR PARA QUE ELE MELHORE, CARALHO!

 

Muita gente diz que tem vergonha do nosso país. Essas mesmas pessoas muitas vezes contribuem para que nosso país seja uma merda, desde subornando um guarda para não levar uma multa por dirigir bêbado, até a famosa sonegação de imposto de renda. Tem aquela parcela que acha nosso país uma merda e nos abandona. Se fosse só isso beleza, mas vão para outros países fazer putarias por lá para queimar o nosso filme (veja bem, não estou dizendo que todos fazem isso, mas vocês sabem que alguns fazem). Pode ser que se você saia do país e os seus filhos sejam de outra nacionalidade, mas você sempre vai ser o FUCKING BRAZILIAN não importa o que faça, isto é, aquele país estrangeiro nunca vai te tratar como um nativo, em alguns países você vai ser obrigado a viver em bairros de brasileiros porque eles não querem se misturar com a gente.

Tem aqueles que apenas reclamam. Falam que nosso país é uma merda, não vê qualidade no Brasil e que os países estrangeiros são melhores do que nós em tudo. Como essas pessoas não podem sair daqui, elas só conseguem espalhar esse sentimento antinacionalista dentro do próprio país. Eu também não estou nenhum pouco contente com nosso país, mas luto para que ele mudar, tanto que estou escrevendo esse texto para mudar o que mais importa: As pessoas. Eu não posso e NÃO QUERO mudar de nacionalidade.
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O antinacionalíssimo também é uma boa forma de controle de massa. Todo mundo acha que o país tá condenado, desiste de tentar fazer alguma coisa e pronto, viramos gado, prontos para sermos guiados para onde nossos governantes quiserem.

Quero deixar bem claro que dizer que nosso país está excelente também é exagero, mas temos nossas qualidades, tanto que somos a sexta potência mundial e a União Europeia está cagando de medo da gente. O problema da corrupção é muito difícil de resolver, então vamos desistir?!

Apesar de eu ser contra essa visão que tudo nos outros países é melhor, uma coisa eu admiro nos EUA: Apesar dos governantes tomarem decisões que o povo não concorda, os cidadãos colocam a mão no peito com orgulho do seu próprio país e lutam para que ele seja melhor, pois se eles lutarem, quem é que vai?

Eu sei que o que eu disse aqui vai mexer muita gente, então usem os comentários contribuir com a discussão.