Nº1: Donkey Kong

Em 2010, os irmãos Mario fazem 25 anos, porém só o Mario é agraciado (coitado do Luigi) e junto com esse tempo, estão as experiências e alegrias de milhões de pessoas ao longo do mundo. E tudo começou com o singelo jogo lançado para arcades a muito tempo atrás.

O jogo, que foi lançado primeiramente para arcades pela Nintendo em 1981 e que ganhou ports para Atari, Commodore, Amiga, NES (sendo que essa é a sua melhor conversão) e mais  em monte de outros consoles, começa com uma história bem básica: um macaco chamado Donkey Kong decide raptar uma garota chamada Pauline, por razões desconhecidas, e cabe a você, o carpinteiro Jumpman, subir até o topo da tela e resgatar a garota.

Os controles são muito simples e se baseiam no direcional para mover o Jumpman e para subir as escadas e um botão para pular os inimigos que surgem contra você e para pegar um martelo que destrói os barris, mas faz com que o protagonista não pule o que faz com que o jogador se acostume com os controles rápido e ao mesmo tempo o obriga a armar uma estratégia se ele quiser terminar a fase rápido ou com o maior número de pontos.

O visual também é simples o que, ao contrário dos controles, pode ser encarado como algo negativo já que ele é quase inexistente porque o jogo possui uma tela de fundo que se resume a vastidão do preto, cada personagem tem em média de dois a três sprites de animação (fora o Jumpman que tem cinco), o design das fases se resume a apenas as vigas de ferro (que apenas mudam de cor a cada fase) e as escadas que servem para o protagonista se mover pelas plataformas.

A trilha sonora se resume a uma música de fundo que deixa o game divertido, mas que enjoa fácil depois da 5º fase, mas que é compensada por uma vasta gama de efeitos sonoros usados nas mais diversas ocasiões do jogo (desde o andar do Jumpman e o momento em que pula um inimigo até a hora em que você morre e dá o game over), conseguindo disfarçar muito bem a falta de uma variação da música de fundo do jogo.

O fator replay do jogo é bastante alto devido ao marcador de pontos existente no jogo, o que faz com que o jogador queira jogar mais e mais somente para marcar o nome no topo da tabela de recordes, mas que pode ser prejudicado devido ao visual básico demais do jogo. Recomendo que jogue sem se preocupar com o visual, assim você irá se divertir por muito tempo.

No mais, é um jogo ótimo de se jogar. Não é o melhor jogo do Mario mas é sempre bom conhecer o início de sua lenda.

Soma:

Jogabilidade: 2,5/2,5

Básica e complicada ao mesmo tempo, levando os novatos a se divertirem rápido e os experientes a procurar a maior pontuação.

Visual: 1,0/2,5

As fases são pobres, mas os personagens são todos bem animados.

Som: 1,3/2,5

A trilha sonora é fraca mas os efeitos conseguem dar conta.

Replay: 2,5/2,5

A busca pela maior pontuação motiva a continuar jogando.

Final: 7,3/10

Uma lenda que começou com o pé direito. Recomendado.

Curiosidades:

– O jogo foi o último dos esforços da Nintendo para entrar nesse ramo e o presidente da Nintendo na época Hiroshi Yamauchi decidiu entregar o trabalho a um novato chamado Shigeru Miyamoto que, tomando como inspiração vários sucessos na época como Popeye e King Kong, decidiu desenvolver o jogo ao lado de Gunpei Yokoi (o criador do Game Boy e do fracassado Virtual Boy, motivo da demissão dele) o que garantiu algumas inovações como a entrada de animações no jogo para deixá-lo mais fluido.

– Logo depois que DK fez sucesso, a Universal Studios decidiu processar a Nintendo por violação de direitos autorais alegando que o jogo ara muito parecido com o filme King Kong, mas perdeu o processo e teve que pagar uma indenização a Nintendo.

– Existe uma lenda dizendo que o personagem Cranky Kong (de Donkey Kong Country) seja o verdadeiro Donkey Kong, fato que é reforçado pelos relatos do passado vivido por ele. Mas nada foi confirmado.

– O jogo ganhou uma série spin-off para Game Boy Avance e DS chamada Mario Vs. Donkey Kong na qual o Mario decide abrir uma fábrica de Mini-Marios junto com a Pauline e Donkey Kong a sequestra porque ele não ganhou um Mini-Mario.

Na próxima edição trarei o grande Super Mario Bros. Não perca.