No Colégio Seiou, os alunos podem contratar “P”, o ladrão misterioso, para roubar por eles! Mas só podem ser objetos sem nenhum valor ou importância! E o preço do serviço ainda é um absurdo!

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Essa é a premissa da história principal do mangá. A menina da capa, Ruri Himeno, apelidada de Hime, é a vice presidente do grêmio estudantil do colégio, mas sua identidade secreta é ser o ladrão misterioso “P”. Usando suas habilidades de ginasta e a ajuda do aluno mais inteligente da escola, Yuuma, por quem é apaixonada, Hime rouba coisas sem valor pelo preço de 30 mil ienes (por cima, seria quase 650 reais na cotação de hoje), mas por ser uma escola para ricos, esse preço não é nenhum segundo roubo.

Durante a história vemos como Hime e Yuuma procedem com os pedidos de roubo, e claro, ela está prestes a cair numa armadilha quando Yuuma aparece para salvá-la, e o final é bem feliz.

De autoria de Wataru Yoshizumi, pseudônimo de Nakai Mari, a mesma mangaka de Marmelade Boy, PxP foi lançado originalmente na revista Ribon Original, que foi cancelada logo em seguida. O que seria uma série pedida pelo seu editor, virou uma oneshot, que acredito que renderia mais algumas boas aventuras escolares caso seguisse em frente.

 

Capa original de Baby It's You

Capa original de Baby It’s You

A segunda história que aparece nesse volume é Baby it’s you, que fala de um clube de Takarazuka de um colégio.

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Kumi, depois que sai do clube de vôlei por acreditar não ser mais uma boa atleta, cede aos pedidos de sua amiga Yako e entra para o clube “Fintaka”, que não chega a ser um clube Tarakuza de fato, pois as meninas fazem dublagens. Pensando em poder sair do clube caso não conseguisse aprender a coreografia e interpretar, Kumi é surpreendida quando vê que todos já sabem que ela será a Top, a menina que faz o protagonista (sim, masculino!) da peça.

Não tendo outra alternativa, ela treina exaustivamente com a protagonista (dessa vez feminina mesmo) Hikari. No decorrer da história descobrimos algumas coisas curiosas, mas temos um final feliz, assim como o final de PxP.

Como puderam ver nas imagens, o traço da Wataru é característico dos shoujos, bem limpo e bonito – o que mais me atrai nos mangás e me põe barreiras nas hq’s ocidentais. Adorei as duas histórias e acho que vale mesmo a pena.

Apesar de terem sido produzidas em 2006/2007, o mangá só foi lançado no Brasil em 2010, pela Panini. Acredito que ainda seja possível encontrar em lojas especializadas ou direto na editora. Super recomendo!