Jurassic: The Hunted (Playstation 2)

No final da “vida” de um console de sucesso como o Ps2, é lamentável que somente títulos “B”, pouco polidos e mal portados apareçam no console que mais fez sucesso na geração passada de videogames. Nesse ponto o recém lançado para todas as plataformas da geração atual e Playstation 2, “Jurassic: The Hunted”, não faz feio pelo menos na versão do antigo console da Sony, mas também não é um jogo que vai dar maior vida ao console.

O jogo conta a história de Craig Dylan, um verdadeiro exército de um homem só, é forçado a descer de pára-quedas em uma ilha infestada de criaturas jurássicas que saem de portais dimensionais. Por essa premissa, já dá para perceber que a história é mais uma desculpa esfarrapada para tiroteio com dinossauros, o que realmente é, mas os fãs de FPS (First Person Shooter) não vão reclamar disso, pois histórias sem sentido nesse tipo de jogo são coisas freqüentes.

O roteiro, apesar de ser fraco, justifica varias coisas legais no jogo como a diversidade de armas e inimigos, como Rifles antigos e metralhadoras atuais no mesmo jogo.

Os cenários são bem feitos, embora pouco variados. A maioria deles são florestas com varias rochas, que são usadas para te manter no trilho da linearidade do jogo. Os melhores cenários são os fortes, construções de madeira que aparecem algumas vezes. Neste momento o protagonista fica cercado de dinossauros doidos para entrar no forte e você tem que matar os inimigos e consertar os buracos nas janelas que eles fazem, o que dá uma sensação de desespero no jogador.

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Os inimigos são o ponto forte do jogo. Os dinossauros estão muito bem feitos e o design dele, com cores e detalhes, está de primeira categoria. A variedade de inimigos está satisfatória, com muitas espécies de criaturas terrestres (isso inclui também insetos gigantes) e até os pterodátilos (dinossauros aéreos). Eles estão bem assustadores e muitas vezes pulam sem cima do protagonista, agarrando-o e o jogador terá que apertar rapidamente um botão para se livrar do bicho com um soco na cara. Esse tipo de inimigo é uma boa desculpa para usar uma inteligência artificial fraca, mas mesmo assim é estranho que você mate uns 20 dinossauros e o resto continue vindo sem medo, mas pelo bem da diversão, a lógica foi jogada de lado.

Uma pena que a equipe resolveu usar clichês muito batidos do gênero, com a famosa “hora da .50”, na qual toda vez que você vê uma metralhadora com tri-pé, é hora que os inimigos te atacaram em massa e vindo de somente um lado o que pode funcionar muito bem para os novatos no gênero, mas os veteranos vão torcer o nariz. O jogo também é muito curto, com 4 horas de duração dependendo do jogador e não conta com multiplayer online na versão do Playstation 2, o que deixa o jogo praticamente descartável no mesmo dia que você o adquiriu.

Em termos de jogabilidade, pelo menos nisso é garantia de um jogo bom, já que usam o motor gráfico já pronto. Um elemento interessante, mas pouco original é um efeito “buffer time”, que deixa tudo mais lento e dá uma visão de raio X para o jogador poder visualizar os pontos fracos dos inimigos, embora isso não seja necessário já que o jogo usa um conceito de energia parecido com “Call of Duty”, isto é, basta ficar algum tempo sem levar danos e sua energia voltará como se nada tivesse acontecido.

Os fãs de jogos de dinossauros vão gostar, mas os fãs de FPS vão achar o jogo um pouco ultrapassado e curto demais. Vale a compra se o jogo estiver bem barato, caso contrario, um aluguel é mais do que o suficiente para ver tudo que ele tem para mostrar.

Álbum de imagens: http://img697.imageshack.us/gal.php?g=jurrasiccapa.jpg