Algumas pessoas costumam dizer que a animação tradicional 2D está morta e que não sai mais nada de relevante em longa metragem, mas esquecem de uma coisa fundamental: O Japão existe e continua fazendo animes. Feito pelo fantástico estúdio Madhouse, Summer Wars veio com uma mistura bem difícil de se encontrar e agrada toda família por suas camadas.

Kenji koijo um típico nerd que trabalha de moderador de um mundo virtual chamado OZ é chamado por sua colega, a gatinha do colégio Natsuki Shinohara, para passar um final de semana na casa de sua avó, no aniversário da matriarca. Logicamente o garoto aceita, mas ao chegar no local e conhecer a gigante família da garota, descobre que ela mentiu e disse que Koijo era seu namorado. Sim o inicio não parece muito original, mas ele surpreende. O mundo do anime tem um grande diferencial do nosso que a rede de computadores daquele mundo é possível travegar com um avatar numa espécie de second life, porém com elementos de jogos e coisas que você aprende na vida real, como artes marciais, podem ser usadas no jogo, embora os controles sejam pelo teclado e todos os serviços do mundo estão nessa rede como energia, tráfegos de cidades e armas de uso exclusivo dos militares. No meio dessa reunião familiar, o avatar de Koijo é roubado por uma inteligência artificial e começa a quebrar códigos de segurança em todo o mundo, fazendo o garoto ser o mais procurado do globo.

Alguns personagens da trama são básicos, porém o mais interessante é a família que é mostrada. Como toda família grande, existem várias pessoas que brigam entre si, alguns que foram excluídos da família por fazer muita besteira e todos são diferentes, tanto pela região que moram, gostos, pela própria idade ou profissão. Os conflitos entre eles são constantes, mas quando é necessário, isto é, quando alguém mexe com a família, ai a coisa pega, todos se unem em uma só causa.

A integração com o mundo real e virtual é muito bem feita. Não existe um preconceito ou aquelas pessoas que simplesmente detestam um dos mundos, parecendo que é algo futurístico, no qual as pessoas vão pararam de ter preconceito contra a forma de interação virtual e não vão simplesmente ficar sempre na frente do computador. Na verdade, como as experiências fora da rede podem ser usadas dentro, não vai faz diferença interagir dentro ou fora do jogo.

A qualidade de animação é excelente, com movimentos detalhados e cenários muito surreais dentro do jogo, uma mescla muito interessante entre o 3D e o 2D, quase imperceptível.

O que mais se destaca é a condução do roteiro que merece palmas, sempre deixando a trama mais viciante a cada segundo e ainda tem camadas. Os mais jovens vão ver somente as lutas e imagens de tirar o folego, os mais velhos vão adorar as excelentes interações sociais na obra.

Você não gosta de anime? Essa é uma obra para mudar seu conceito ou simplesmente adicionar uma exceção a regra. Se você é fã e não assistiu, não sei porque não esta assistindo nesse momento. Se você já viu, sabe do que estou falando.