Como vão, passageiros? Hoje trago para vocês uma matéria que vem da Grécia, onde bravos cavaleiros e Deuses furiosos travam batalhas durante séculos.  É claro que estou falando de nada mais, nada menos que Saint Seiya – Os Cavaleiros do Zodíaco, um dos animes que ajudou a começar a febre de animes aqui no Brasil e que até hoje faz um grande sucesso.

Mas hoje, em especial, vou falar de um de seus quatro filmes, chamado “A lenda dos defensores de Athena” ou, simplesmente e bem vulgarmente, “A batalha de Abel” ou “Filme do Abel”. Nele, vemos os Cavaleiros de Athena travarem uma feroz e violenta batalha contra o Deus Abel e seus Cavaleiros da Coroa do Sol e, como se não bastasse, alguns Cavaleiros de Ouro que foram mortos na batalha das doze casas se juntam a batalha.

Bom, como a maioria dos filmes de animes, ele não é contado na cronologia nem do anime e nem do mangá, mas o ponto de partida do filme parece ser antes da batalha de Poseidon. Afinal, os cavaleiros de bronze estão com a sua 2ª armadura e, durante o filme, se perguntam muitas vezes se seria possível derrotar um Deus. Mas encontramos um buraco nisso aí… Afinal, o primeiro filme foi a batalha contra a Deusa Éris; então, eles já enfrentaram um Deus. Mas, como não segue exatamente uma cronologia… fica bem difícil saber. A única ligação dos filmes é com o último, em que o Lúcifer ressuscita os espíritos dos outros Deuses, incluindo Abel e Éris. Mas, enfim, estamos falando de Cavaleiros do Zodíaco; existe anime mais esburacado?

Falando em esburacado… e os erros do filme? Até hoje eu me pergunto sobre o efeito do golpe do Atlas de Carina: ele acerta o estômago do adversário; aí o golpe entra no estômago, sobe pela cabeça, a cabeça puxa pros lados parecendo elástica, e então o adversário voa e cai no chão?! Que sentido tem nisso? E outra: como DOIS Cavaleiros de OURO perdem facilmente para os Cavaleiros da Coroa do Sol? Tá certo que, pelo que falaram, eles têm o poder parecido, mas, poxa, perder feio assim é demais! Até o Saga fez algo melhor, poxa vida, decepcionei hein, seu Kamus e seu Shura! E, de novo voltando ao ponto de enfrentar um Deus, tem uma parte que o Shiryu comenta que até o Velho Mestre não sabe… ORA, ME POUPE, NÉ?! Ele participou da última Guerra Santa contra Hades, como ele não sabe?! Tá certo que o Kurumada criou essa história do Dohko bem depois, mas, né! Que desse um jeitinho! E por último (existem mais erros, mas melhor parar por aqui, se não vai dar um milênio de matéria), sobre algumas partes na animação que são realmente feias. Tipo: uma hora os personagens são super bem desenhados, em outra são bem mal feitos, como, por exemplo, na hora em que o Saga vai dar uma Explosão Galáctica bem no meio das ‘oréba’ do Seiya. Tipo, ele fica com a cabeça pequena e o corpo gigante! No caso do Atlas também: ele acerta o golpe na pessoa e o rosto dela estica. Sei lá, sei que quando se toma um golpe não é bonito, mas é muito estranho o jeito que ficam em Cavaleiros do Zodíaco, ainda mais neste filme!

Pra encerrar, apesar de alguns erros de continuidade e animação, Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda dos Defensores de Athena é um bom longa-metragem do anime. Ele tem uma história bem interessante, tanto que lembro que, quando saiu nos cinemas brasileiros, foi recorde de bilheteria. E o engraçado que este filme dá margem para alguns acontecimentos no anime/mangá, como, por exemplo, Abel ressuscitando os Cavaleiros de Ouro, Saga, Shura, Kamus, Aphrodite e Máscara da Morte. Justamente os mesmos que são ressuscitados por Hades mais pra frente (tirando o Shion, é claro). E, também, lá pro final do filme temos uma margem pra Saga de Poseidon, em que Seiya, Hyoga e Shiryu vestem as armaduras de ouro de Sagitário, Aquário e Libra. Achei bastante interessante, quando eu era pequeno eu não tinha analisado isso, tanto que nem sabia da Saga de Hades; mas agora, revendo o filme, eu percebi isso, os erros e outras curiosidades.

Trailer em JP

Bom, passageiros, espero que tenham gostado da matéria.
Aqui é Ookami, desejando paz, para, você!