Rebuild-of-Evangelion-2.22
Inaugurando a primeiro Review de anime do Lagcast, falo de um dos filmes de animação Japonesa mais esperados do ano, “Rebuild of Evangelion 2.22 You Can [NOT] Advance”.

Quando a Gainax, estúdio conhecido por animar a série clássica, resolveu que iria fazer um reboot da sua maior franquia, Evangelion, só que nos cinemas. Muita gente disse que era pura vontade de ganhar mais e mais grana em uma franquia que não tinha mais nada para dar e o primeiro filme “Rebuild of Evangelion 1.0 You Are [NOT] Alone” só fazia acentuar ainda mais esse pensamento, pois não passava de um resumo dos 6 primeiros episódios da série. Este segundo filme veio para mostra um novo rumo e melhorar os terríveis defeitos da série televisiva, embora fanboys sempre vão reclamar dessas mudanças, porém com certeza elas vieram para melhor.
screen_1
Para quem está escondido em uma caverna desde do segundo impacto e não sabe o que é Evangelion, trata-se de um anime (desenho japonês) que se passa em um futuro próximo onde segundo registros históricos, aconteceu um segundo impacto (o primeiro impacto foi o meteoro que caiu na época dos Dinossauros), causado por um Anjo, uma especie de criatura gigante que quase acabou com grande parte da humanidade, poluindo oceanos e derretendo as calotas polares. Assim, o Japão e vários governos mundiais criam criaturas chamadas Evangelions, que na criação delas foram usados dna do Anjo que fez o segundo impacto, para combater os Anjos que estavam por vir, pois tanto os Evas quanto os Anjos tem uma especie de escudo, chamado de “campo  AT”, que somente um escudo entrando em contato com o outro, consegue anular os dois e assim proporcionar um jeito de vencer o inimigo. Esses Evas, são controlados por crianças escolhidas para pilota-los e eu realmente não sei porque eles não escolhem soldados treinados e prontos para tudo, ao invés de adolescentes confusos, embora deve ter uma explicação para isso, mas na pratica é só para o espectador se identificar mais.

screen_2
Um dos principais defeitos da série antiga era os personagens chatos. Você nunca se identificava com os principais, tanto que alguns secundários eram mais cultuados e os principais, principalmente as garotas, só eram lembradas pelos seus designs bonitos e fanservices descarados. Rei, por exemplo, era um clássico personagem Zumbi, que realmente não servia para quase nada a série além de pilotar um dos EVAs e não tinha a minima voz ativa para nada, enquanto Asuka e Shinji eram extremamente odiados, no caso de Shinji porque ele era um boiolinha EMO, cujo pai totalmente escroto não dava a minima para o filho por motivos desconhecidos (entenda isso como não precisa de explicação na trama, ele precisava ser assim para história andar e pronto), já Asuka é a tipica convencida que queria fazer tudo sozinha e realmente ela sempre se dava bem. Espere mudanças e posso dizer que toda positivas.

screen_3

Rei está mais ativa, ela agora é apenas não fala muito, mas quer dar sua opinião sobre as coisas e ainda tem sentimentos. Asuka só se ferra por ser chata e Shinji tem ações imaturas, mas hora nenhuma tive vontade de dar uma porrada na cara dele, pois apesar de tudo, são coisas que a maioria das pessoas iriam fazer se estivem na posição dele. Nada dele ser arrastado para o Eva, agora ele percebe sozinho a hora de se revoltar e a hora de juntar forças e parar de frescura.

screen_4

Mesmo com as mudanças, não espere muita coisa, pois continua tendo fanservice como Asuka mostrando suas formas de tempos em tempos, caindo em cima do Shinji ou simplesmente close nas roupas apertadas das meninas. É uma marca registrada de Evangelion mostrar um conflito sério e depois aliviar com erotismo, então quem gosta disso, tem mais, caso contrário, aguente.

O grande problema desse longa foi a nova personagem. Tirando a cena inicial dela destruindo um Eva na Europa, todas as outras cenas que ela aparece abrem furos e mais furos na trama. Ainda bem que ela não interage muito com os personagens principais, não fazendo um maior estrago.

O filme, como sempre não esqueceu de ser um episódio mais longo, tanto que tem até pausas para intervalos (?) e no final dos créditos, cenas do(s) próximo(s) filme(s).

Este longa consegue fazer algo interessante, fazendo referências a série de Tv, mas contando uma história diferente, sendo atrativo para pessoas que não conhecem a série (pois agora terão uma história mais resumida e animação impecável) e novidades para os fãs que não terão “mais do mesmo”. Um bom motivo para quem não conhece o que é Evangelion assistir algo de primeira qualidade.