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O que faz um filme ser bom? O enredo?! Os personagens?! Talvez, mas sem duvida quando você vive o filme, sai do cinema ou levanta do sofá como se tivesse mudado de dimensão no fim dos créditos, esse sim é um filme que valeu o aluguel ou o ingresso e foi essa sensação que tiver com “Carriers”, chamado no Brasil de “Vírus”. A sensação de imersão foi tão profunda que meu primo que teve que sair do sofá mais cedo, me deu a mão para cumprimenta-lo e eu pensei duas vezes.
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Não está entendendo nada?! Então vamos a história: O mundo foi infectado por um vírus transmitido por contato corporal e fluidos, assim como a Gripe Suína (Influenza H1N1), mas diferente dessa, este vírus é fatal e mata a vitima em menos de uma semana. O filme começa já no fim da raça humana, em um momento de a doença já matou quase todos e os que sobreviveram, o fizeram por serem cuidadosos ou paranoicos por limparem qualquer objeto que os infectados tocaram. Não ficar perto de pessoa doentes, desconfiar de desconhecidos e encarar que os doentes já estão mortos é também uma realidade. Neste mundo caótico, onde nada importa, dois irmão e duas garotas, uma namorada de um deles e a outra não, decidem reviver momentos felizes da infância na praia e vão fazer uma viagem.

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Talvez influenciado por obras de Tarantino, os diálogos são bons e mostram o passados dos personagens em poucas palavras, no lugar de flashbacks, mas o filme não faz questão de explicar a origem do vírus e sua ação mundial, o que realmente não importa.

O ator Chris Pine (o capitão Kirk do novo Star Trek) está muito bem nesse filme no papel do irmão mais velho que faz qualquer coisa para sobreviver, parte importante do filme, pois cada personagem reage de um modo diferente as ações que ele faz, alguns tem pena das vitimas, outros não se importam e assim vai, deixando também o espectador reagir também com isso.
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O cenário é vazio, diferente de outros filmes de vírus que os sobreviventes tem que se preocupar com Zumbis, neste a ameaça é invisível e os mortos, simplesmente morrem. Nos faz pensar na paranóia que um tempo atrás estavam com a Gripe suína, de sempre limpar as mãos e usar mascaras em alguns lugares do mundo ou nem sair de casa e interromper todas as atividades econômicas.

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É uma obra muito interessante que eu nunca tinha visto algo parecido. Isso prova que Hollywood não precisa de investir mais dinheiro para sair dessa crise criativa, apenas começar a dar atenção as novas ideias e sair do “mais do mesmo”.

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