O bom e velho novo Pearl Jam!

Como não pode deixar de ser, todo novo trabalho do Pearl Jam sempre atrai atenção. E não é por menos. O último disco de inéditas, Backspacer (2009) empolgou bastante os fãs da banda, com a mistura de baladas perfeitas para a voz do nosso querido Eddie Vedder e de músicas mais pesadas, lembrando um pouco aquele Pearl Jam dos anos 90.

O disco mais recente dos caras, Lightning Bolt, traz a mesma fórmula, mas com mais vigor. O CD começa com Getaway, que lembra muito as músicas do Pearl Jam dos anos 2000 (vide Binaural), guitarras mais leves e letra rápida e vibrante. Mind Your Manners dá continuação ao momento nostalgia grunge, com guitarras agressivas. Mike Mccready caprichou nessa faixa. Destaque pro jogo de palavras de Eddie em vários versos. My Father’s Son não empolga muito, serve mais como transição pra belíssima Sirens, que é aquela música pra cantar junto no show, acender seu isqueiro e botar a namorada no ombro (ou ficar sozinho em casa chorando e tentando entender por que Vedder faz isso com a gente). Pendulum e Yellow Moon também são destaques no quesito composição-melodia que se encaixam perfeitamente pra criar um clima.

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Uma canção que também chama atenção é Let The Records Play, que soa como um blues que tomou um banho em Seattle. Atenção para as guitarras cortantes, que se complementam durante a música.

No geral, Lighting Bolt se parece com o Backspacer, é o Pearl Jam se renovando ao mesmo tempo em que não se afasta muito da fórmula atual. É um álbum que se sai bem no que ele se propõe a fazer, mas ele pode decepcionar fãs mais antigos, que sentem falta de inovações e do peso do Pearl Jam de antigamente. Mas convenhamos, toda banda amadurece. Não adianta querer recriar a mesma atmosfera pesada do grunge nos dias de hoje, é algo um tanto quanto impossível.