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Filmes, séries e dramas relacionados com música me conquistam muito facilmente, e com Monstar isso não foi diferente. A linha geral da história é bem clichê – jovens completamente diferentes que se juntam por causa da música, e o poder desta de mudar vidas –, mas o drama é tão divertido que não cheguei a me importar com isso.

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Yoon Seol Chan (Yong Jun Hyung, integrante do grupo B2ST) é um famoso idol, integrante do “Men In Black” (composto também por alguns integrantes do grupo BtoB), um conhecido grupo de k-pop. Por causa de alguns probleminhas, Seol Chan precisa melhorar sua imagem e recebe como “castigo” frequentar a escola normalmente. No colégio para onde ele vai, está estudando Min Se Yi (Han Yeon Soo), estudante transferida da Nova Zelândia, que vivia bastante isolada e não faz a mínima ideia de quem Seol Chan é – o que deixa o orgulho do rapaz ferido, é claro.

Seol Chan é um garoto muito teimoso e imaturo, acostumado a ter as coisas como quer, pelo simples fato de ser famoso – uma de suas frases comuns é “Naega star!” (Eu sou uma estrela!) –, mas Se Yi não está nem aí pra agradar ninguém. Ela tem um jeito muito interessante, parece que sempre está em outro mundo e às vezes não repara o quão absurdas parecem algumas coisas que fala – como quando conta que, apesar de ter morado por anos na Nova Zelândia, não fala inglês, pois lá conversava apenas com ovelhas.

A coisa toda de “unidos pela música” começa quando um grupo de alunos sob suspeita de terem cometido “vandalismo” em um templo recebe como “tarefa de reabilitação” se apresentar em um evento promovido pela escola – na verdade, a orquestra da escola, “All For One”, tinha se recusado a apresentar-se no evento (simplesmente porque tem as pessoas mais arrogantes do mundo). E é assim que se juntam Seol Chan, Se Yi, Jung Seon Woo, Eun Ha, Kim Na Na, Park Kyu Dong e Cha Do Nam.

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Jung Seon Woo (Kang Ha Neul) na verdade não estava incluso no castigo. Rico, presidente da turma, integrante do “All For One”, ninguém ousaria suspeitar dele. Ele se envolve na coisa toda pela Se Yi, por quem parece interessado desde o começo. Seol Chan não gosta nem um pouco dessa intromissão de Seon Woo, por mais motivos do que a princípio imaginamos. Esse é um personagem que eu tinha vontade de dar na cara constantemente enquanto assistia o drama, e olha que ele não é exatamente considerado um ‘vilão’ na história… Mas eu realmente não consegui simpatizar com ele em nenhum momento. Mas, isso é totalmente pessoal.

Eun Ha (Kim Min Young) é a melhor amiga de Se Yi, fã apaixonada de Seol Chan e a insegura da turma. Um pouco gordinha, sem muito talento para a música, se sente sempre inferior. É uma personagem um pouco irritante às vezes, mas ela não tem tanto destaque, apesar de protagonizar um momento bastante comovente, e ter um segredo triste.

Kim Na Na (Da Hee, integrante do grupo GLAM) foi uma personagem que me cativou logo de cara. Sempre sozinha, cara fechada, uniforme desalinhado, Na Na é cercada por vários boatos: que é lutadora de rua, que já havia matado pessoas, que tinha um namorado “barra pesada”… Todos têm medo dela. Mas, não, apesar de tantos clichês que eu falei que esse drama tem, ela não se torna uma menina sorridente e saltitante no fim; mas ela com certeza mostra muita coisa que ninguém nunca imaginaria.

Park Kyu Dong (Kang Ui Sik) é a típica vítima de bullying. É chamado de “Rádio” por colegas maldosos que o obrigam a ficar cantando em sala de aula. Não luta contra seus algozes, e também carrega um grande arrependimento.

Cha Do Nam (Park Kyu Sun) é um valentão, bate nas pessoas, inclusive em Kyu Dong; mas tem um passado em comum com ele, algo que lhe traz grande frustração.

E agora, as piores pessoas do mundo: os integrantes do “All For One”. Shin Jae Rok (Yoon Jong Hoon) é o grande bully que maltrata Kyu Dong e “lidera” Cha Do Nam. Ele na verdade quase não tem talento nenhum – é hilário ver o excesso de concentração dele para tocar pratos no “All For One” –, mas insiste em se achar o maioral. Os irmãos Ma Joon Hee e Ma Hyo Rin também eram bem detestáveis. Joon Hee (Moon Yong Suk) é o líder da orquestra, e sua arrogância ultrapassa todos os limites aceitáveis, mas pelo menos ele é tão egocêntrico que não perde muito tempo incomodando os outros; já Hyo Rin (Kim Yoo Hyun) alcança de perto a arrogância do irmão, mas não deve ter muito que fazer na vida, porque parece que se vê na obrigação de implicar com todo mundo que passa pela frente. Além disso, é claramente apaixonada por Seon Woo. Esse trio sempre me fazia dar gritos de raiva cada vez que apareciam…

Se você gosta de coisas surpreendentes, não espere isso de Monstar, afinal, como eu já enfatizei, este drama não passa de um monte de clichês misturados. Mas, se sua intenção é apenas se divertir, eu mais do que aconselho que assista. Monstar ter momentos extremamente divertidos, situações muito engraçadas, e personagens cativantes. Uma das coisas mais divertidas é a imaginação fértil dos personagens; as cenas que são devaneios deles são os pontos altos dos episódios e nunca falharam em me fazer rir!

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Apesar disso, Monstar também tem uma carga dramática intensa em certos momentos, ao tratar de temas como problemas e segredos familiares, bullying e auto-aceitação. Por mais que tenha tirado de mim as maiores gargalhadas, esse drama também me trouxe lágrimas em vários momentos. Me senti quase órfã quando terminou!

Monstar foi exibido este ano, entre Maio e Agosto, e teve bons índices de audiência na Coreia. Tem apenas 12 episódios e uma ótima OST – afinal, um music drama tem que prezar por suas músicas…

Enfim, fica a indicação. Monstar é simples e clichê. Mas, sejamos sinceros: quem não gosta de um clichê?