Fear The walking Dead é o spin-off da, já aclamada, série The Walking Dead. Esse prequel de seis episódios conta a história de como uma Los Angeles pré-apocalíptica reagiu ao contágio e a epidemia que se espalhou rapidamente pela cidade.

Logo de início somos apresentados a Nick, um viciado em heroína que acorda em uma igreja abandonada e se depara com diversos cadáveres no entorno e, ao que parece, o paciente zero da epidemia zumbi que logo se espalharia.

Além de Nick, o elenco principal conta com a mãe dele, Madison, a irmã caçula, Alicia, o namorado de Madison, Travis, sua ex-esposa, Lisa, o filho rebelde deles, Christopher e uma família de latinos que os ajuda, durante um protesto que acaba em algazarra e confronto com a polícia, Daniel, Elizabeth e Ofelia Ortiz, pai, mãe e filha respectivamente. UFA!

Esse confronto, inclusive, parece ser a primeira forma de infecção do vírus zumbi em massa na cidade, motivado pela morte de um mendigo, que já havia sido infectado e que foi morto pela força policial, causando assim, uma revolta da população, gerando brigas, vandalismo, saques e naturalmente, contagio por mordidas e arranhões , já que em meio a toda balbúrdia generalizada, já haviam algum focos zumbis.

Devido a esse e diversos outros confrontos, a epidemia se espalha rapidamente e é onde começa o grande atrativo da série, na minha humilde opinião, a luta diária pela sobrevivência e o drama da convivência em grupo que isso traz.

Para mim, que não sou grande fã de zumbis e do universo que os abrange, foi uma grata surpresa descobrir que até gostei dessa série, você se vê sofrendo com o dilemas de uma vida em sociedade que está fadada ao fim,com personagens presos a convenções sociais que impedem de tomar decisões, e essas mesmas convenções impelem outros a fazê-la. Como o colapso social ainda é muito recente, eles sofrem muito mais com suas resoluções e as consequências que elas trazem ou podem trazer. Ali nós vemos como aqueles que deveriam saber o que está acontecendo, estão tão perdidos quanto qualquer um, como é frágil a organização social e como isso pode ser facilmente abalado, trazendo opressão, abusos e uso da força de forma desnecessária.

Acredito que Fear of the Walking Dead resgata parte daquele sentimento de urgência que se tinha na primeira temporada de seu irmão mais velho, aquela tensão que nos deixa frequentemente apreensivos com o que vai acontecer, se aquele personagem preferido vai morrer ou matar, e que muitas vezes é necessário tomar uma decisão contraditória pelo bem da maioria e isso torna toda a premissa ainda amais atraente.

A série já tem a segunda temporada confirmada para 2016, esta contendo 16 episódios no total. Agora é só esperar essa nova horda de zumbis chegar, será que vocês estão preparados?